Durante alguns anos fui intermediário de serviços gráficos para a unidade Duty Free do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Marcas grandes, que atuam no varejo, precisam se conectar além do digital, mantendo as ações promocionais que envolvem o tato como pilar importante de estratégias de aproximação.
Um fato curioso é que nem sempre os materiais de grandes empresas utilizam do recurso de pantone ou mesmo de um fornecedor gráfico fixo, ou seja, existem algumas ações de suma importância que podem garantir a qualidade da saída de um material gráfico como: o processo de fechamento dos arquivos dentro dos softwares, o adequado tratamento das imagens e vínculos, garantia de margens de proteção e sangria, além da qualidade das cores, calibragem de monitor e confiança em gráficas de parceiros.
Como os free shops dos aeroportos respiram varejo a todo momento, os materiais acompanhados ao longos dos anos no processo de impressão, criação e redação, muitas vezes tinham o objetivo de incentivar a compra no trade e precisavam estar adequados ao público, serem atraentes, etc.
Num deles foi impresso uma nota de dólar (com alterações) onde de certa forma a textura deveria lembrar o papel dinheiro para incentivar o desconto de produtos que poderiam ser comprados.
Houve também um material de orientação ao viajante sobre a quantidade em dólares que as autoridades aduaneiras permitiam serem adquiridos e quais os direitos e deveres do consumidor neste processo.
Informação é sempre importante, principalmente para o turista, que muitas vezes não tem conhecimento geral das regras de compras em lugares como esses.